A aliança entre EUA e UE está moldando um novo bloco industrial de Defesa que privilegia armamentos americanos, impactando negativamente empresas europeias. Este movimento visa restringir a influência da China e da Rússia, enquanto a Europa enfrenta a perda de autonomia estratégica. O Brasil deve avaliar sua posição geopolítica neste novo cenário industrial.
Autor: Diógenes L. Neto (MSc, MPA, MBA)
Minerais Críticos e a Nova Estratégia da US Development Finance Corporation (DFC)
O artigo da Reuters discute a expansão proposta da US International Development Finance Corporation (DFC), elevando seus investimentos de US$ 60 bilhões para US$ 250 bilhões, e integrando o Secretário de Defesa em sua gestão. A DFC pretende fortalecer a segurança nacional dos EUA e contrabalançar a influência da China, priorizando projetos em minerais críticos e infraestrutura em países aliados, incluindo o Brasil.
Financiamento estratégico: o novo impulso à Base de Defesa Europeia
Diante da instabilidade geopolítica, a Europa fortalece sua Base Industrial de Defesa com um aumento do financiamento do EIB para o setor, de €1 bilhão para €3 bilhões. A nova estratégia visa apoiar PMEs na cadeia de defesa, promovendo inovação, autonomia e resiliência, enquanto alinha ética e necessidades de financiamento.
A Corrida Global por Minerais Críticos: O Mínimo Que Você Precisa Saber
A crescente competição global por minerais críticos se tornou uma fonte de tensão entre potências como EUA, China e Europa. Esses minerais são essenciais para tecnologias avançadas e defesa, criando dependência geopolítica. A disputa não é apenas econômica, mas estratégica, refletindo na soberania tecnológica e segurança nacional dos países.
Inteligência Artificial de Segunda Linha: O novo risco de dependência para as Forças Armadas ?
A dependência tecnológica das Forças Armadas de países em desenvolvimento, como o Brasil, é ressaltada pela evolução da guerra moderna, que enfatiza a importância da inteligência digital e segurança cibernética. A falta de autonomia no controle de algoritmos torna esses países vulneráveis a manipulações externas, evidenciando a necessidade urgente de desenvolver capacidades nacionais em IA e inovação tecnológica.
“War From Home”: O Futuro da Guerra Autônoma?
O conceito de “War From Home” está emergindo como um novo paradigma nos estudos de defesa, destacando a robotização e a capacidade das potências militares de projetar força à distância. Essa mudança implica na utilização de sistemas autônomos, exigindo investimentos em tecnologias avançadas para que nações se adaptem e evitem a assimetria no campo de batalha.
