A Lituânia anunciou recentemente um aumento significativo em seu orçamento de defesa, comprometendo-se a destinar entre 5% e 6% do PIB para gastos militares entre 2026 e 2030. Essa decisão foi tomada pelo Conselho de Defesa do Estado, liderado pelo presidente Gitanas Nausėda, que a classificou como “histórica”.
Atualmente, a Lituânia investe pouco mais de 3% do PIB em defesa. Com o novo compromisso, o país se tornará o membro da OTAN com a maior proporção de gastos militares em relação ao PIB, superando a Polônia, que atualmente lidera com mais de 4%.
Essa iniciativa alinha-se aos recentes apelos do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu que os membros da OTAN aumentem seus gastos com defesa para 5% do PIB, acima da meta atual de 2%.
A decisão lituana é uma resposta direta à crescente ameaça de agressão russa na região. O presidente Nausėda afirmou que, embora a possibilidade de uma agressão militar russa seja real, não é iminente, ressaltando a necessidade de fortalecer significativamente a defesa e a dissuasão do país.
Para financiar esse aumento nos gastos militares, o parlamento lituano aprovou medidas como o aumento da taxa de imposto sobre as empresas e dos impostos especiais sobre o consumo de álcool, cigarros e combustíveis, além de prolongar até 2025 um imposto excepcional sobre o setor bancário.
Além disso, a Lituânia tem investido na modernização de suas forças armadas. Em 2024, o país adquiriu sistemas de defesa antiaérea móvel de curto alcance (MSHORAD) da empresa sueca Saab, com entregas previstas entre 2025 e 2027, visando fortalecer suas capacidades de defesa aérea.
Em resumo, a Lituânia está adotando medidas proativas para reforçar sua segurança nacional diante das crescentes tensões regionais, aumentando significativamente seu orçamento de defesa e modernizando suas forças armadas, servindo como exemplo para outros membros da OTAN.
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