Segundo informam APNews e Financial Times, o governo do Chade anunciou o fim do acordo de cooperação em defesa com a França, sua antiga potência colonial, com o objetivo de redefinir a soberania nacional e as parcerias estratégicas do país. Essa decisão representa uma mudança significativa nas relações entre os dois países, que mantinham laços estreitos desde a independência do Chade há mais de seis décadas.
A França mantinha cerca de 1.000 soldados no Chade, sendo uma das últimas presenças militares francesas na região, após retiradas de países como Níger, Mali e Burkina Faso, que têm se aproximado mais da Rússia. A decisão do Chade coloca em questão a continuidade dessa presença militar francesa em seu território.
O presidente interino do Chade, Mahamat Déby Itno, que assumiu o poder após a morte de seu pai em 2021, tem buscado diversificar as parcerias de segurança do país, estabelecendo relações com nações como Rússia, Turquia e Emirados Árabes Unidos. Analistas sugerem que Déby desconfia do presidente francês Emmanuel Macron e procura reduzir a dependência da França.
A decisão do Chade reflete uma tendência mais ampla na região, onde países africanos estão reconsiderando suas relações com a França e buscando novas alianças. Por exemplo, o presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, também indicou a possibilidade de retirada das tropas francesas de seu país, questionando a necessidade de sua presença para manter a independência nacional.
Segundo as mesmas fontes inicialmente citadas, até o momento o governo francês não se pronunciou oficialmente sobre a decisão do Chade. O Chade afirmou que a medida não afeta os laços históricos entre os dois países e que deseja manter relações em outras áreas de interesse comum.
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