Type 076 da China: porta-aviões drone ou um porta-aviões leve?

O site de notícias Meta-Defense.fr relata que a China está discutindo a construção de um sucessor do porta-helicópteros de assalto anfíbio Tipo 075 da Marinha Chinesa, chamado Tipo 076, cujo objetivo seria implementar um porta-aviões para drones de combate de asa fixa.

Se a construção de um sucessor do porta-helicópteros de assalto anfíbio Tipo 075 da Marinha Chinesa, denominado Tipo 076, tem sido discutida desde 2020, as características e função exata deste navio tem dado origem a inúmeras especulações, as quais têm demandado declarações oficiais chinesas.

Foi assim que, ao longo dos anos, o Type 076 passou de LHD (Landing Helicopter Dock), como o Type 075, a porta-aviões de assalto, neste caso substituindo parte dos seus helicópteros de assalto e ataque por drones de asa fixa, objetivando garantir proteção e funções de apoio ao navio e às tropas desembarcadas.

O site informa que fotos recentes, vazadas nas redes sociais, mostram o andamento da construção do primeiro navio dessa classe pelos estaleiros CSSC em Xangai. Nelas, como mencionado, o navio apresenta uma catapulta e terá, portanto, capacidade de implementar esses drones de combate de asa fixa.

Fonte: Meta-Defense.fr


A implementação de um “porta-aviões para drone de asas fixas” versus a de um “porta-aviões leve” apresenta vantagens e desvantagens distintas que influenciam diretamente sua eficácia operacional e estratégica.

Vantagens:

  1. Capacidade de Projeção de Poder: O uso de drones de combate de asas fixas em um porta-aviões amplia a capacidade de projeção de poder, permitindo realizar operações de vigilância, reconhecimento e ataque em longas distâncias de forma autônoma.
  2. Menor Risco para Tripulação: Ao substituir helicópteros tripulados por drones, o risco para a tripulação é significativamente reduzido, uma vez que os drones podem executar missões perigosas sem expor pilotos a potenciais ameaças.
  3. Flexibilidade Tática: Os drones de asas fixas proporcionam maior flexibilidade tática, podendo atuar em diferentes cenários de combate e desempenhar múltiplas funções, adaptando-se com agilidade às demandas do campo de batalha.

Desvantagens:

  1. Limitações Tecnológicas: A tecnologia de drones de asas fixas ainda está em constante evolução, enfrentando desafios relacionados à autonomia, comunicação e capacidade de carga que podem impactar sua eficácia operacional.
  2. Possíveis Vulnerabilidades Eletrônicas: Drones estão sujeitos a ameaças cibernéticas e eletrônicas que podem comprometer sua operação, tornando-os vulneráveis a ataques inimigos.
  3. Custos de Desenvolvimento e Manutenção: O desenvolvimento e manutenção de uma frota de drones de asas fixas demanda investimentos significativos em pesquisa, desenvolvimento e infraestrutura de suporte.

Vantagens:

  1. Maior Manobrabilidade: Porta-aviões leves são mais ágeis e versáteis, permitindo operações em áreas de águas rasas e de difícil acesso, ampliando as opções táticas disponíveis.
  2. Custo Operacional Reduzido: Comparado a porta-aviões convencionais, os modelos leves geralmente demandam menor custo operacional, viabilizando sua participação em uma variedade maior de missões.
  3. Adaptabilidade a Ameaças Assimétricas: Porta-aviões leves são adequados para lidar com ameaças assimétricas e para operar em cenários de menor intensidade, mantendo presença e capacidade de resposta em regiões estratégicas.

Desvantagens:

  1. Limitações de Projeção de Poder: Devido ao menor porte e capacidade de carga, porta-aviões leves podem apresentar limitações em termos de armamento, aeronaves embarcadas e alcance, reduzindo sua capacidade de projeção de poder em conflitos de longa duração.
  2. Vulnerabilidades em Confrontos Convencionais: Em cenários de confronto convencional, porta-aviões leves podem estar mais susceptíveis a ataques inimigos devido à sua menor capacidade defensiva e ofensiva.
  3. Restrições Logísticas: A necessidade de reabastecimento mais frequente e a capacidade limitada de armazenamento podem impor restrições logísticas que afetam a autonomia operacional do porta-aviões leve.

Como se pode observar, ambos os conceitos de porta-aviões apresentam vantagens e desvantagens, e a escolha entre um “porta-aviões para drones de asas fixas” e um “porta-aviões leve” dependerá das estratégias operacionais, recursos disponíveis e natureza das ameaças a serem enfrentadas.

A busca por um equilíbrio entre projeção de poder, flexibilidade tática e sustentabilidade operacional é fundamental na concepção e utilização dessas plataformas navais.



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